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Belo Monte forjou o massacre de Altamira: novo presídio nunca entregue era obrigação da Norte Energia

Published by Anonymous (not verified) on Wed, 07/08/2019 - 1:02pm in

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Na última segunda-feira de julho, em meio ao fogo cruzado de declarações estapafúrdias e ataques à ciência pelo presidente da República, quase ficou em segundo plano o massacre no Centro de Recuperação Regional de Altamira, que deixou 62 mortos e consagrou definitivamente a escalada da violência no município paraense nesta última década.

Um componente negligenciado, ainda que profetizado há décadas, elucida parte importante da origem desta história que vai além de mais um capítulo da briga por hegemonia entre facções criminosas no norte do país, mas é também uma severa consequência do modo como se materializa o desenvolvimento no Brasil profundo. Boa parte do combustível para o motim veio da obra que já está no rol dos grandes atentados à economia e ao patrimônio ambiental, social e cultural do país: a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

O anúncio da retomada do projeto Belo Monte “no menor horizonte temporal possível” em 2005, pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, aqueceu a mobilização que começava a arrefecer no entorno das obras das usinas de Jirau e Santo Antônio, em avançada fase de construção no rio Madeira. Hordas de trabalhadores braçais e pessoas interessadas em prestar serviço desengavetaram as velhas expectativas de mudar de vida no coração do rio Xingu. O Brasil vivenciaria no final daquela década uma queda acelerada do desmatamento e controlava como nunca antes os movimentos de ocupação de novos espaços na Amazônia, tornando as grandes obras oportunidades únicas para muitas pessoas sem perspectivas.

Estimativas da prefeitura de Altamira apontam que a população local cresceu na ordem de cerca de 50 mil pessoas entre 2010 e 2012. A expansão corresponde ao período de início das obras, fazendo explodir a demanda por moradia, segurança, educação, saúde, alimentação e toda sorte de serviços públicos. O abrupto aumento populacional e suas inevitáveis consequências são desdobramentos bastante experimentados nos grandes empreendimentos em uma região ainda tão carente de oportunidades.

Não é por acaso que a legislação do licenciamento ambiental obriga empreendedores a se responsabilizar pelas consequências de todos os impactos ambientais e sociais dos seus projetos. Em Belo Monte, a preocupação com questões de segurança pública se materializou em cerca de R$ 125 milhões que deveriam ser investidos em equipamentos, reformas, veículos, câmeras e uma unidade prisional.

Os prognósticos indicavam um aumento repentino da violência à medida que uma legião de pessoas desamparadas e sem nenhuma ligação com a cidade desembarcasse em uma região com serviços públicos já saturados e poucas oportunidades efetivas de trabalho na obra. Altamira era uma cidade que mal dava conta de seus 100 mil habitantes e ainda tentava absorver a onda de impacto ocasionada pela chegada da Transamazônica na década de 1970, até então o grande vetor de ocupação daquele cantinho esquecido do mundo.

A criminalidade de fato aumentou, tanto pela ausência de oportunidades quanto pelo aumento da demanda no consumo de drogas e pela consolidação da região como um importante polo na rota do tráfico internacional de cocaína. A cidade viu dobrar os índices de roubos, furtos, acidentes de trânsito e episódios de violência doméstica e vivenciou um aumento de 150% no índice de homicídios na última década.

Trator abre covas no cemitério São Sebastião, em Altamira (PA), para enterro de vítimas do massacre no presídio local.

Trator abre covas no cemitério São Sebastião, em Altamira (PA), para enterro de vítimas do massacre no presídio local.

Foto: Danilo Verpa/Folhapress

A reboque, surgiu em Altamira uma facção própria, Comando Classe A, o CCA, que passaria a década seguinte em disputa tribal pelo varejo de drogas na cidade e pelo controle das rotas de tráfico na calha do Amazonas e na Transamazônica. A CCA é a facção que comandou o motim ocorrido no último mês. Em entrevista ao UOL, Aiala Colares, pesquisador da UEPA, afirma que a dinâmica da organização do crime de Altamira se reconfigurou completamente após o início das obras, de uma pulverização de gangues para um comando central, exercido pelo CCA. “Altamira não cresceu, inchou”, como disse em entrevista contundente o bispo emérito do Xingu, Dom Erwin Kräutler.

O processo se tornou um manual de como burlar os ritos ambientais.

Meia década antes do massacre, à medida em que o monstro de concreto ganhava corpo no leito do Xingu e as profecias sobre seus efeitos na cidade se cumpriam, as ações para atenuar danos negociadas entre a Norte Energia e os órgãos licenciadores não seguiam o ritmo necessário. Do componente indígena ao saneamento básico, passando pela segurança pública, o consórcio de empreiteiras se especializou em empurrar o licenciamento com a barriga, postergando, contestando e simplesmente não executando boa parte do que estava acordado. O processo se tornou um manual de como burlar os ritos ambientais.

Embora tais ações fossem condicionantes das licenças prévias, de instalação e de operação, o governo federal, em cumplicidade, trocou sucessivamente os servidores responsáveis no Ibama e chegou a emitir uma licença parcial que inexiste nos ritos do licenciamento apenas para não prejudicar o cronograma do empreendedor. Essa história eu já contei em detalhes aqui no Intercept.

A judicialização da obra também não tinha efeito devido a um instrumento processual chamado ‘suspensão de segurança’, herdado da ditadura. Embasado por fundamentação política e altamente subjetiva (garantir ordem, saúde, segurança e economia públicas), o instrumento era provocado pelo próprio governo e levou à suspensão monocrática de inúmeras decisões contrárias à Norte Energia.

Altamira já havia alcançado o posto de cidade mais violenta do Brasil quando Dilma Rousseff foi à região inaugurar a usina com este discurso, em maio de 2016.

“Eu tenho imenso orgulho das escolhas que eu fiz. Uma delas que eu quero destacar mais uma vez é a construção da hidrelétrica de Belo Monte como um legado da população brasileira, como um legado para o povo aqui dessa região do Pará. O povo aqui de Altamira, o povo aqui de Xingu, enfim, o povo de toda a região”.

Pouco meses depois, o Profissão Repórter registrava o promotor Antônio Dias cobrando o empreendedor pela entrega do novo Complexo Penitenciário de Vitória do Xingu, com previsão de 306 vagas para homens e 200 para mulheres e que desafogaria o sistema prisional de Altamira: “Nosso complexo atual já está naquela situação de fuga”. Uma resposta sem convicção garantia a entrega em dois meses, por volta de setembro de 2016, quando a massiva força de trabalho já estaria desmobilizada e 20 mil homens sem emprego poderiam engrossar as fileiras das facções na cidade.

Com a obra inaugurada pela própria presidenta e a última licença concedida, entretanto, a urgência acabou. Dezenas de condicionantes ainda estavam pendentes e R$ 60 milhões já haviam sido aplicados em multas quando a Norte Energia recebeu sua licença de operação. Vários deles, incluindo a entrega da unidade penitenciária, jamais foram cumpridos.

Belo Monte é componente preponderante na formação do barril de pólvora que explodiu no final de julho.

Não é novidade que as cidades médias amazônicas são terreno fértil para a mais variada gama de atividades ilícitas, tanto pela exuberância de recursos próximos quanto pela presença de alguma infraestrutura com precária governança. Em Altamira, todos esses aspectos foram turbinados com um empreendimento inviável e dispensável, tocado às pressas e à revelia das melhores práticas de gerenciamento de impactos. Por induzir a ocupação desordenada e falhar em reduzir os impactos que impôs, Belo Monte contribuiu – e muito – com a formação do barril de pólvora que explodiu no final de julho..

A Norte Energia correu para soltar duas notas oficiais nos dias seguintes ao massacre, refutando a relação entre a não entrega do presídio com um massacre de “causas complexas e conjunturais”. Prometeu a entrega do presídio em dois meses, quatro anos após a licença definitiva, assunto que será investigado pelo Ministério Público Federal.

Um arroubo de transparência veio de José de Anchieta, diretor socioambiental da Norte Energia, em 2016, durante uma entrevista no Profissão Repórter. A repórter pergunta: “Se todos os impactos de Belo Monte fossem mitigados e compensados com responsabilidade do consórcio, Belo Monte seria financeiramente viável?” Em bom português: considerando-se que ribeirinhos, indígenas, jovens, vítimas da violência, os idosos que não se sentam mais à porta de casa para conversar – nenhum deles queria a usina –, Belo Monte não deveria arcar com os custos do prejuízo difuso que desencadeou?

A resposta é de um cinismo voraz: “Belo Monte deixaria de ser usina, passaria a ser ‘Ministério da Humanidade’”, disse Anchieta. Estima-se que Belo Monte tenha custado quase R$ 40 bilhões de reais.

Operários trabalham na construção da casa de força principal da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu em Altamira (PA).

Operários trabalham na construção da casa de força principal da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu em Altamira, Pará.

Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

Licenciamento na berlinda

Mais pressa, menos rigor, menos responsabilidades para empreendedores. O caminho que alguns parlamentares encontraram para “destravar a economia” já foi experimentado em Mariana, em Brumadinho e em Altamira.

Nas próximas semanas, a Câmara dos Deputados volta a debater o arcabouço regulatório do licenciamento ambiental no Brasil, quando a atribuição da responsabilidade pelos impactos deverá ser alterada. Os principais alvos do relator, o deputado do Democratas paulista Kim Kataguiri, assessorado por entidades como a CNA e setores da indústria, parecem ser os depauperados órgãos ambientais e indigenistas, frequentemente acusados de atrasar o progresso do país com exigências de condicionantes supostamente ideológicas.

São conhecidos os problemas estruturais dos ritos do licenciamento e das autarquias que atrasam a análise de processos e levam a desastres como os de Belo Monte e Altamira, como a precária qualidade dos estudos ambientais apresentados pelos empreendedores, o desfalcado plantel de servidores e a permeabilidade à ingerência política. Kataguiri parece querer “resolvê-los” com a simples desobrigação de se licenciar e com a redução do papel dos órgãos governamentais envolvidos.

As versões preliminares indicam que será proposta a dispensa de licenciamento a atividades agrícolas e a obras de ampliação e melhorias em projetos de infraestrutura. Também que os precarizados órgãos ambientais tenham um limite de tempo para conceder as licenças, o que implica que a prioridade passa a ser o prazo dos empreendedores e não a redução de impactos e a própria análise de viabilidade dos projetos, que pode nem acontecer. Como cumprir prazos tão apertados quando não se tem equipe, estrutura e estudos de qualidade?

Outra proposta bastante grave divulgada no início de agosto é que os licenciamentos passem a gerenciar apenas os impactos diretos da obra, como o barramento do rio Xingu, ignorando os impactos indiretos, como a explosão da violência em Altamira. O Ministério da Humanidade se tornaria algo mais parecido com uma subsecretaria.

Neste contexto, preocupa com maior urgência o iminente asfaltamento da BR-319, tão sonhado pelo atual governo e alvo recente do populismo do MBL, grupo do qual Kataguiri é fundador. A reforma da rodovia se arrasta há anos devido à afrontosa magnitude dos impactos indiretos que desencadeará simplesmente por abrir uma fissura no meio do último bloco isolado – e por isso quase intacto – de florestas da Amazônia brasileira, entre os rios Madeira e Purus. Povos indígenas isolados e de recente contato, extensas faixas de florestas sem governança e inestimável patrimônio natural e mineral estariam finalmente ao alcance das mais diversas atividades ilícitas. O jovem deputado se prepara para ir a plenário em seu primeiro grande momento de glória, como indutor de mudanças significativas no ordenamento jurídico do país, depois de tanto tempo esbravejando passivamente na internet.

Tais desdobramentos obviamente interessam muita gente poderosa, em Brasília e nos grandes centros do país, que financiam tais atividades e são força muito mais influente no sonho desta obra do que os próprios usuários da rodovia. Com a dispensa de licenciamento ou sem levar em conta os impactos indiretos, seria mais um vetor de ocupação massiva como as que já destruíram o interior do Maranhão, do Pará, de Rondônia e do sul do Amazonas. Com a sensação de liberou geral difundida pelos novos governos locais e federal, provocados pela paralisia dos órgãos ambientais e os seguidos pronunciamentos públicos de incentivo, o céu é o limite para os índices de desmatamento.

Ao mesmo tempo, em algum lugar do Brasil profundo, um homem carente de perspectivas se coloca em marcha para aproveitar o novo boom do garimpo. Outros dez começam a se preparar para as oportunidades que poderão surgir nos próximos anos – invadir um naco de terra em novas fronteiras, garimpar terras intocadas, participar de mais alguma grande obra. Outra centena sente as primeiras inquietudes.

Quinhentos e treze parlamentares começarão a decidir o destino deles.

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Econ 101

Published by Anonymous (not verified) on Wed, 07/08/2019 - 9:22am in

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from David Ruccio It’s time to get back to blog writing—after a 6-month hiatus during which I taught my final two courses at the University of Notre Dame (A Tale of Two Depressions and Marxian Economic Theory) and prepared for my retirement (which involved, among other things, sorting through, packing up, and moving decades of “stuff”). Now, […]

Crowdfunded Solar Sail Spacecraft Makes Successful Flight

Published by Anonymous (not verified) on Wed, 07/08/2019 - 5:19am in

Bit of science news now. Last Friday’s I for 2nd August 2019 reported that a satellite developed by the Planetary Society and funded through internet fundraising had successfully climbed to a higher orbit using a solar sail. This propels spacecraft using only the pressure of light, just like an ordinary sail uses the force given by the window to propel a ship on Earth, or drive a windmill.

The article on this by Joey Roulette on page 23 ran

A small crowdfunded satellite promoted by a TV host in the United States has been propelled into a higher orbit using only the force of sunlight.

The Lightsail 2 spacecraft, which is about the size of a loaf of bread, was launched into orbit in June. 

It then unfurled a tin foil-like solar sail designed to steer and push the spacecraft, using the momentum of tiny particles of light called photons emanating from the Sun – into a higher orbit. The satellite was developed by the California-based research and education group, the Planetary Society, who chief executive is the television personality popularly known as Bill Nye the Science Guy.

The technology could potentially lead to an inexhaustible source of space propulsion as a substitute for finite supplies of rocket fuels that most spacecraft rely on for in-flight manoeuvres.

“We are thrilled to declare mission success for Lightsail 2,” said its programme manager Bruce Betts.

Flight by light, or “sailing on sunbeams”, as Mr Nye called it, could best be used for missions carrying cargo in space.

The technology could also reduce the need for expensive, cumbersome rocket propellants.

“We strongly feel taht missions like Lightsail 2 will democratise space, enable more people send spacecraft to remarkable destinations in the solar system”, Mr Nye said.

This is very optimistic. The momentum given to a spacecraft by the Sun’s light is very small. But, like ion propulsion, it’s constant and so enormous speeds can be built up over time. It may be through solar sail craft that we may one day send probes to some of the extrasolar planets now being discovered by astronomers.

In the 1990s, American scientists designed a solar sail spacecraft, Star Wisp, which would take a 50 kg instrument package to Alpha Centauri. The star’s four light years away. The ship would, however, reach a speed of 1/3 that of light, meaning that, at a very rough calculation, it would reach its destination in 12 years. The journey time for a conventional spacecraft propelled by liquid oxygen and hydrogen is tens of thousands of years.

Although the idea has been around since the 1970s, NASA attempt to launch a solar sail propelled satellite a few years ago failed. If we are ever to reach the stars, it will be through spacecraft and other highly advanced unconventional spacecraft, like interstellar ramjets. So I therefore applaud Nye and the Planetary Society on their great success.

Giles Coren Racially Abuses Megan Markle

Just as the CST this weekend decided to smear 36 people as anti-Semites, largely because they supported Jeremy Corbyn, and hated the Tories, Rachel Riley, and Tom Watson, Times‘ columnist Giles Coren made his own racist comment about Prince Harry’s consort, Megan Markle. Harry had said that he intends to have only two children because of the the current environmental crisis. So Coren jumped in and declared that he really said it because Markle had ‘raised the drawbridge’ and it was really due to domestic squabbles between the royal couple. He then went on and declared that they had booked a meeting with a marriage guidance counselor, but had got Jane Goodall instead.

That’s Jane Goodall, the primatologist, who studied gorillas.

The good peeps on Twitter were not amused, and pointed out just how racist the tweet was. It’s the old sneer about Black people being subhuman monkeys. They also predicted that if Coren was taken to task for it, he’d immediately start trying to excuse it by saying he wasn’t being racist, honest, and then give out some remarks supporting him by his White friends, while issuing some kind of non-apology.

Zelo Street concluded his article on this nasty little piece of privileged racism

From Coren there has so far been silence. But he will have to say something, even if he attempts to cover his tracks by pretending he didn’t mean what he clearly did mean.

Attempts to normalise racism are worrying. Attempts to normalise racism coming from a supposedly quality paper are not just worrying – they are totally inexcusable.

See: https://zelo-street.blogspot.com/2019/08/giles-coren-right-royal-racist.html

Coren is the Times’ restaurant critic, and like several other ‘slebs, he has quaffed deep of the well of mediocrity. It’s unlikely he would have got his job, and appeared on TV – he was one of the ‘Supersizers’ who every week looked back at the cuisine in different periods of the past with Sue Perkins – if he didn’t come from a privileged background.

He is also sadly not alone in his sneers and abuse at Markle. The I’s Yasmin Alibhai-Brown commented on it in her column in this morning’s edition of the paper. She noted the ugly racism hiding behind these sneers. They’re based on outrage at an American woman of colour with genuinely feminist views marrying into the royal family. How dare she! Especially after she edited Vogue to list the leading, most influential and inspirational women.

I’ve no doubt that part of the sneer also comes from part of the Tory right’s bitter hatred of environmentalism. The Daily Heil published a whole slew of articles a few years ago declaring global warming to be fake, because the Russians apparently said so. And Trump’s government is doing its level, horrendous best to close down and silence the Environmental Protection Agency for the Republicans’ supporters and donors in the petrochemical industry, like the notorious Koch brothers. I’ve got a feeling the Times is one of the other newspapers, whose columnists have tried to discredit climate change. I seem to remember one of the producers of the BBC science documentary series, Horizon, remarking at a talk at the Cheltenham Festival of Science a few years ago how he had been forced to put right gently another very well established journo, who didn’t believe in it.

I believe a number of members of the royal family are also patrons of the World Wide Fund for Nature, what used to be the World Wildlife Fund, and so do have an interest in conservation. Which would suggest that Harry’s statement on why he was having no more than two sprogs is entirely genuinely. One of the problems is overpopulation, although in the West birthrates are actually falling to or below replacement level, so that there may well be a demographic crisis due to this. Quite apart from all the nutters, who believe that it’s all part of the ‘Great Replacement’ in which the Jews are secretly destroying the White race to replace them with non-White immigrants.

This isn’t the first Coren has expressed noxious, right-wing views either. A little while ago he took it upon himself to sneer at people from council estates. I have no idea why, except perhaps just sheer snobbery. Now he’s found a new target in Megan Markle. And it’s an example of the racism, snobbery and reactionary anti-environmentalism that now permeates and shames the Tory press. And it shows just how nasty the Times has become under Murdoch.

 

Open thread July 6, 2019

Published by Anonymous (not verified) on Tue, 06/08/2019 - 11:19pm in

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Hell and the Mean and Exploitative Rich in the Non-Canonical Gospels

Published by Anonymous (not verified) on Tue, 06/08/2019 - 9:58pm in

Leafing through the book The Apocryphal Jesus: Legends of the Early Church by J.K. Elliott (Oxford: OUP 1996) yesterday, I got to the chapter on heaven and hell. The book’s a collection of extracts from apocryphal Christian literature, the Gospels and various lives of the Apostles that weren’t included in the Bible because they were not considered historically reliable by the bishops of the Early Church. Despite being outside the accepted canon of scripture, they were nevertheless widely read and have influenced Christian art and literature. These writings include descriptions of the delights of paradise and the torments of the damned. Most of the torments are for moral offences, like fornication, adultery and homosexuality and failure to live according to proper Christian standards or neglect or rejection of Christianity. It’s grim stuff, and is the type of material and doctrines that now puts people off religion. How can a loving God inflict all these torments on people for all eternity, especially since the sexual revolution of the 1960s? Pre-marital sex is now the norm, homosexuality is accepted and opposition to it is seen as bigotry. It’s a good question, and I’m no fan of the hellfire and damnation preaching myself. As for Hell, I tend to follow the Father Duddleswell attitude from the books about the Irish priest by Neil Boyd. God’s justice demands it exists, but his mercy means there’s no-one in it.

But several of the torments described in these apocryphal books are for the rich and the exploitative. Like some of the people in the Tory and Brexit parties. One of the extracts is from the Acts of Thomas, in which the apostle raises up a dead woman, and commands her to tell what she has seen. And amongst the damned were people hung up by various parts of their bodies, including the hands.

Those hung up by the hands are they who took that which did not belong to them and have stolen, and who never gave anything to the poor, nor helped the afflicted; but they did so because they wished to get everything, and cared neither for law nor right. (p. 191).

In the Apocalypse of Peter, it is Christ Himself who describes the torments of hell, including those reserved for the rich.

‘And beside them, in a place near at hand, upon the stone shall be a pillar of fire, and the pillar is sharper than swords. And there shall be men and women clad in rags and filthy garments, and they shall be cast thereon to suffer the judgement of an unceasing torment; these are the ones who trusted to their riches and despised the widows and the women with fatherless children … before God.’ (p. 194).

In the Apocalypse of Paul, it is this apostle, who is taken by an angel and shown the heaven and hell, including this description of what happens to usurers:

And I saw another multitude of pits in the same place, and in the midst of it a river full with a multitude of men and women, and worms consumed them. But I lamented and sighing asked the angel and said, ‘Sir, who are these?’ and he said to me, “These are those who exacted interest on interest and trusted in their riches and did not trust in God that he was their helper.’ (p. 202).

We now have a government that is packed full of rich, highly rapacious individuals, who really don’t have any thought for the poor, the widows and the fatherless. And all too many of them are connected to the financial sector, like Jacob Rees-Mogg. Mogg and several other Tories come from the Christian right. It’s a pity they don’t read these passages, and those in the Bible itself, urging concern for the poor, the sick and marginalised, and do the right thing.

Which is stopping these exploitative, murderous policies of immiseration and exploitation, and resign!

As an old piece of graffiti in Bristol used to say: ‘Repent of your sins, Maggie Thatcher!’

 

Is inequality within countries getting better or worse?

Published by Anonymous (not verified) on Tue, 06/08/2019 - 7:51pm in

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from Jason Hickel In a recent Twitter post, Max Roser of Our World In Data claimed that the narrative about rising inequality within countries is incorrect. Inequality has been falling in as many countries as it has been rising, he said, “which should be really embarrassing for many news stories that suggest the opposite with […]

Fuga de cérebros e autoexílio: governo Bolsonaro reacende o trauma da ditadura

Published by Anonymous (not verified) on Tue, 06/08/2019 - 1:03pm in

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Cátia e Joana são casadas e terminaram doutorado na área das ciências da saúde por volta de 2016. Elas investiram em publicações em revistas científicas internacionais e partiram para os Estados Unidos em janeiro para atuar como pesquisadoras visitantes na Califórnia. Elas não pretendem retornar ao Brasil porque não veem perspectivas de concurso em suas áreas. Mas o fator decisivo da saída do país foi o medo. Uma noite, saindo de mãos dadas de uma festa no Rio de Janeiro, homens dentro de um carro lhes jogaram ovos e gritaram: “seus dias tão contados, sapatonas!”

Cátia e Joana são algumas das muitas colegas que conheci em um recente giro acadêmico no exterior. Em tom de desespero, desesperança e até pânico, diferentes pessoas me contaram que não queriam voltar sob hipótese alguma. Homossexuais sentiam medo de morrer, pesquisadores consideravam não haver mais condições de se fazer ciência no Brasil.

Triste país em que um slogan da ditadura militar volta a fazer sentido: ‘Brasil, ame ou deixe-o’.

Multidões têm optado por deixá-lo. Dando pulos sobre a terra plana e apontando arminha para o próprio pé, há quem comemore. ‘Não estão contentes? Vão embora!’, gritam os bolsonaristas nas redes sociais, ignorando o fato de que emigração em massa é um dos mais alarmantes sinais do fracasso do desenvolvimento de uma nação. O efeito de um país que expulsa sua própria gente é uma bomba-relógio pronta para explodir no colo de Bolsonaro. Mas, infelizmente, é característica do bolsonarismo preferir morrer enforcado com a própria corda do que refletir sobre as consequências de seu governo.

O Brasil hoje exporta gente. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, há 3 milhões de imigrantes brasileiros no exterior. Dados da Receita Federal concedidos ao Intercept indicam que a crise econômica tem causado uma debandada do país. Em 2011, em plena fase de crescimento econômico, o número de pessoas que declararam saída definitiva era de 8.170. Em 2014, ano em que começa a crise econômica, 12.451 deixam o país. Já em 2017 e 2018, esse número chega à casa dos 22 mil. Ou seja, em sete anos, o número de emigrantes brasileiros quase triplicou.

Para a pesquisadora Patricia Villen, a emigração deverá se acentuar nos próximos anos em função da crise econômica, mas também da ascensão da extrema direita. Trata-se de um desenraizamento forçado de caráter econômico, mas sobretudo psicológico, que causa um profundo sofrimento. Atualmente, pessoas de todas as classes sociais estão deixando o Brasil em busca de oportunidades lá fora, na mesma medida em que começa a crescer o caso de cidadãos que, como nos tempos da ditadura militar, buscam abrigo no exterior por temerem as consequências de perseguição política e por orientação sexual.

Entre 1964 a 1985, 5 mil brasileiros se exilaram no exterior. Como aponta a pesquisadora Sara Duarte Feijó, o imaginário brasileiro sobre o exílio é construído sobre a ideia de “volta por cima”, fixada na representação do desembarque de exilados no Galeão ao som da canção ‘O bêbado e o equilibrista’. No entanto, pouco sabemos do sofrimento dos expatriados: do seu cotidiano de dificuldades, do sentimento de ser arrancado de suas vidas, das saudades da família. É esse cenário que milhares de brasileiros estão enfrentando ou irão enfrentar no exterior.

Fuga de cérebros aponta o fracasso de um país

Um estudo realizado pela empresa JBJ Partners mostrou que em quatro anos, de 2014 a 2018, o total de pessoas com curso superior ou pós-graduação que migraram do Brasil para os Estados Unidos pulou de 83% a 93%. Esse fenômeno, chamado fuga de cérebros (brain drain, em inglês), significa a emigração significativa de pessoas que levam sua qualificação especializada para outro país mais desenvolvido.

Diversos especialistas em ciência e tecnologia têm alertado publicamente que esse quadro de perda de talentos tende a se tornar mais crítico em virtude tanto do corte de 30% das universidades federais – o qual foi anunciado em tom de deboche pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub – quanto do de 42% no MCTIC. São cerca de 80 mil bolsistas do CNPqque correm o risco de não serem pagos a partir de agora.

Ainda que não tenhamos números consolidados de 2019, meu circuito no exterior me deu pistas de que podemos estar diante de um fenômeno sem precedentes. Em cada uma das 30 universidades que passei, conheci de três a cinco doutorandos ou pós-doutorandos que não queriam retornar. Isso significa uma amostra de 90 a 150 pessoas.

O que mais me chamou atenção neste meu giro recente foi não ter encontrado uma pessoa sequer dizendo que queria voltar ao Brasil.

Tenho mantido contato sistemático com acadêmicos brasileiros que atuam fora. Sempre teve pessoas que queriam ficar no exterior por causa das melhores condições de trabalho e infraestrutura, mas esse grupo era contrabalanceado com os outros tantos patriotas que sonhavam retornar ao Brasil para retribuir o que aprenderam lá fora. O que mais me chamou atenção nesse meu giro recente foi não ter encontrado uma pessoa sequer dizendo que queria voltar para o Brasil nas atuais circunstâncias. Os pesquisadores ainda cultivam esse sonho, mas consideram o clima inóspito para cientistas. Eles estão certos.

O Ciência sem Fronteiras do governo Dilma Rousseff é um caso importante a ser discutido. O programa tinha objetivos ambiciosos de alavancar o desenvolvimento científico e tecnológico, e contribuiu significantemente para o crescimento intelectual de 100 mil jovens –muitos deles tiveram sua primeira experiência fora do país. Mas muitos estudantes reclamam de terem sido incentivados a buscar formação fora e de o país não ter condições de recebê-los de volta.

Entre 2016 e 2017, dialoguei bastante com estudantes do CsFem função de minha militância no tema do sofrimento acadêmico. Àquela altura, a situação desses pesquisadores altamente qualificados já era crítica. Hoje é calamitosa e desesperadora, com casos de depressão e tentativas de suicídio.

Para quem não tem estabilidade no Brasil, só resta a rota de fuga forçada.

Há poucos anos, questionava-se se voltar ao país era única forma de retornar para o Brasil o conhecimento adquirido lá fora. Muitos estudantes pediam mais flexibilidade nas políticas de retorno, e a postura do governo era de reforçar a importância da volta como pagamento ao que fora investido neles. Hoje, o quadro é radicalmente diferente. Uma recém-doutora em Sociologia comentou comigo, com sarcasmo e tristeza, que o governo agradece se ela não voltar: “meu conhecimento não tem valor algum no país que me financiou.”

Pesquisadores veem que seus dados não importam. Intelectuais são perseguidos como doutrinadores. Seguindo a lógica fascista, estamos diante de uma inédita estigmatização do conhecimento acadêmico no Brasil que transforma o cientista no inimigo interno a ser destruído. Para quem não tem estabilidade no Brasil – e mesmo para quem tem –, só resta a rota de fuga forçada.

BRAZIL-POLITICS-LULA DA SILVA

Jean Wyllys renunciou ao seu terceiro mandato na Câmara devido a ameaças de morte.

Foto: Mauro Pimentel/AFP/Getty Images

A volta do exílio político

De Chico Mendes a Marielle Franco, ativistas ambientais e políticos sempre foram alvo de perseguição. Mas hoje o medo é generalizado. Acadêmicos, intelectuais e ativistas sentem que estão sob ameaça de vida e terror psicológico. Não custa lembrar as declarações de Bolsonaro quando disse, por exemplo, “vamos fuzilar a petralhada”.

Estamos voltando ao quadro agudo de exílio. Nós teremos um número cada vez maior de pessoas que buscam proteção no exterior. Os casos mais conhecidos são do ex-deputado Jean Wyllys, da antropóloga e professora de Direito Debora Diniz e a da filósofa Márcia Tiburi, que residem no exterior por terem suas vidas ameaçadas por grupos de extrema direita. Bolsonaro, novamente, deu um péssimo exemplo à população, reagindo ao anúncio da partida de Jean com um tuíte “grande dia”.

Além disso, há um contingente imenso de pessoas que sai do país por conta de sua orientação sexual e se autoexilam no exterior. Se o Brasil já era o país que mais assassina pessoas transgênero no mundo, não é mera dedução lógica que esse quadro tende a piorar no governo Bolsonaro. Pesquisa recente, conduzida pelo site Gênero e Número e Fundação Ford, mostrou que mais da metade da comunidade LGBT disse ter sofrido violência física e verbal no período das eleições, confirmando que o discurso de intolerância das eleições teve impactos concretos.

Assim chegamos a uma pergunta importante: como a desigualdade e os privilégios impactam no processo de emigração? Quem são, de fato, as pessoas que conseguem se salvar no exterior? As respostas a gente já sabe.

O problema da emigração em massa não é só da elite, mas de todo o país.

É inegável que quem mais sofrerá com a violência política do Brasil, bem como com a falta de oportunidades, serão os mesmos grupos vulneráveis de sempre. É a menina negra e lésbica na parada de ônibus, é o precariado que terá suas condições de trabalho ainda mais deploráveis com o alto índice de desemprego, o estudante cotista de baixa renda que mais sentirá o impacto do desmonte das universidades.

Essas pessoas não terão capitais econômicos e sociais para migrar. E quando migram estão muito mais expostos tanto à violência xenófoba contra latinos quanto ao sofrimento do desterro. O problema da emigração em massa não é de elite, mas de todo o país. Quando se produz inovação e tecnologia, ganha a nação. Um país que exporta seus melhores cérebros é um país que fracassou.

Tanto uma parte significativa da fuga de cérebros quanto a perseguição política configuram um retorno a um cenário de saída de brasileiros motivado pela migração econômica e autoexílio em face de um medo iminente. Como nos tempos da ditadura militar, não são apenas os exilados que sofrerão o trauma do desterro, mas as próximas gerações também. Enquanto isso, Bolsonaro declara, em seu Twitter, que é um absurdo que o governo tenha gasto R$ 9,9 bilhões em reparação aos perseguidos da ditadura.

Uma antropóloga e ativista brasileira fez uma entrevista de emprego em 2012 para uma universidade no exterior. Na banca, perguntaram-lhe por que ela queria sair do Brasil em plena fase de crescimento econômico. Essa mesma pesquisadora fez outra entrevista lá fora em 2019, e a pergunta foi bem diferente: “Além do cenário político do seu país, existe alguma outra motivação para deixar o Brasil?”

Somos um vexame internacional e estamos chutando nossa própria gente.

 

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Inequality and unsustainable consumption

Published by Anonymous (not verified) on Tue, 06/08/2019 - 6:09am in

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Source: Extreme Carbon Inequality (Oxfam, December 2015)    

O The Intercept Brasil completou três anos (e está só no começo!)

Published by Anonymous (not verified) on Tue, 06/08/2019 - 4:19am in

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Este texto foi publicado originalmente na newsletter do Intercept Brasil. Assine. É de graça, todos os sábados, na sua caixa de e-mails.

Ontem o Intercept Brasil completou três anos. O TIB foi criado em 2 de agosto de 2016 com as mesmas premissas que orientaram o surgimento do site nos Estados Unidos em 2013: oferecer ao mundo uma plataforma de jornalismo independente, de impacto e corajoso. Aquilo que pouco se vê nas mídias tradicionais.

Foi esse espírito que motivou a equipe que – lá em 2016 – fundou o Intercept Brasil numa garagem em Botafogo, no Rio de Janeiro. Daquela galera, ainda estão por aqui o editor Andrew Fishman, a diretora de redes sociais Juliana Gonçalves, a editora-contribuinte e repórter Cecília Olliveira e nosso colunista e cofundador, Glenn Greenwald. Lá no começo o foco já era estabelecer uma relação forte com os leitores, garantir aos jornalistas espaço e condições para colocarem a própria voz e a própria paixão em suas reportagens – a para correrem atrás das melhores pautas sem medo de corporações, governos, políticos, empresários, bancos ou qualquer outro tipo de gente com poder. 

Eu cheguei à redação em 2017. Fizemos muitas mudanças por aqui – em um determinado momento, só estávamos eu, Andrew e Ju na redação, tocando o site na unha enquanto fazíamos uma transição necessária. Hoje, ao espocar minha segunda rolha de espumante, lembrei daqueles dias e senti um enorme orgulho pelo que construímos em tão pouco tempo. Tínhamos tanta coisa pra fazer, tantas dúvidas no ar, que era difícil imaginar onde tudo aquilo iria dar.

E, como este é um texto para celebrar, me permito chutar a modéstia: nós conseguimos! Trouxemos editores que não temem o jornalismo em tempos de internet: Alexandre de Santi, Paula Biachi, Rafael Moro Martins e Tatiana Dias. São eles que lideram as repórteres Amanda Audi, Bruna de Lara, Cecília Olliveira, Nayara Felizardo e o estagiário Bruno Sousa na busca por nossas histórias. A Silvia Lisboa deu vida à editoria de Vozes (se você não conhece, clica aqui agora); ela também lidera nosso time de colunistas (Alexandre Andrada, João Filho e Rosana Pinheiro-Machado).

André Souza e José Victor são os maestros da redação – chamar de “assistentes administrativos” é de uma injustiça tremenda. Luiza Drable e Jeff Arak cuidam de toda nossa produção audiovisual, e você sabe como mandam bem. O Emílio Moreno completa a equipe de redes sociais. 

João Brizzi e Rodrigo Bento foram capazes de desenvolver uma cara para tudo o que fazemos. O trabalho deles não revela só talento, mas é inovador, ousado e bonito. A #VazaJato talvez seja o exemplo mais famoso (mas você precisa ver o que eles fizeram aqui, aqui e aqui.) E, recentemente, juntou-se a nós a Marianna Araujo, responsável por cuidar da comunidade de assinantes e da comunicação institucional.

Meu papel aqui é bastante simples: dar a todos eles o essencial para que possam exercer o jornalismo que acreditamos: com independência editorial, liberdade e autoria. Jornalistas precisam ser livres para seguir suas paixões e convicções, enfrentar interesses, revelar a corrupção e as injustiças

Se você nos acompanha há mais tempo, sabe que o TIB é muito maior que a #VazaJato. Mas se você chegou aqui recentemente, eu te garanto: nós temos uma tremenda fome de justiça, um raro faro investigativo e a coragem para mexer com os temas mais espinhosos

Muito antes das conversas da Lava Jato, já tínhamos ido fundo na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco – fomos o primeiro veículo a apontar o envolvimento de milícias – e seu motorista Anderson Gomes. Não deixamos de investigar políticos deste ou daquele partido. Não temos medo de megacorporações internacionais e muito menos da mídia corporativa. O Intercept fuça a vida de quem tem algo importante para revelar à sociedade, traz para você as histórias que você não leria em lugar nenhum, denuncia malfeitores e dá nome aos bois – afinal, desrespeito aos direitos humanos não é “polêmica”, é crime. 

Foi assim que chegamos até aqui. Nossa audiência explodiu. Centenas de milhares de pessoas assinam nossa newsletter atualmente (há um ano eram pouco mais de 10 mil, hoje eu chuto ser uma das maiores entre as redações do Brasil). E mais de 11 mil leitores nos apoiam mensalmente naquela que é a maior campanha de assinaturas do país.

Esse sucesso só existe por conta de vocês. São vocês que nos permitem contar histórias, responsabilizar pessoas, governos e corporações. Isso só é possível porque nós temos um acordo com vocês: nos comprometemos em oferecer o melhor jornalismo e queremos que vocês nos ajudem a fazer isso acontecer. Como? Compartilhando nossas notícias, acompanhando nossas redes, levando a palavra do Intercept para seus amigos, enviando suas denúncias e apoiando nosso financiamento coletivo. 

A beleza da internet é justamente essa: nós não precisamos enfrentar os corruptos, mentirosos, milicianos e inimigos da democracia sozinhos. Vocês podem nos ajudar a ir pra cima deles.

Obrigado por estarem conosco até aqui. Vida longa ao jornalismo que não se dobra ao poder, não se prende aos manuais de redação envelhecidos, não se esconde atrás de uma falsa imparcialidade – e não se ajoelha em busca de notícia. 

Vamos encarar juntos essa realidade que parece querer nos engolir? 

Se você já nos apoia, convide um amigo, os colegas do trabalho, a família. E se você ainda não tomou coragem, vem hoje enfrentar isso tudo com a gente

PS: essa equipe incrível que descrevi aí em cima foi homenageada na última terça-feira na Associação Brasileira de Imprensa no Rio de Janeiro. Foi uma noite importante para a nossa redação. Receber tanto carinho em um momento em que trabalhamos sob tanta pressão foi emocionante. Veja aqui o que rolou!

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